Estes são tempos poderosos para o feminino. A mulher ouve a sua chamada quando começa a aperceber-se do seu distanciamento do feminino profundo. A sede da sua alma não pode ser saciada por compromissos ocos ou por uma espiritualidade sintética. Ela sabe que este é o momento de procurar a verdadeira fonte.
O desejo de se conectar com o verdadeiro feminino torna-se a sua iniciação no caminho da descida. Este anseio molda a sua alma de luz que irá iluminar o seu caminho subterrâneo enquanto ela sai para recuperar seu tesouro. Mas ela não faz isso sozinha. As suas irmãs permanecem em vigília atenta, cantando e empunhando tochas para iluminar o seu caminho. As suas canções confortam-na enquanto ela devasta espinhos e cardos para recuperar, das profundezas escuras, as peças perdidas e negadas da sua alma. Por cada medo que ela pisa, destrói um demónio e recupera uma parte do seu poder.
À medida que vai mais fundo, ela descobre um rio escuro e silencioso de água cristalina. Quando se banha nele, ela fica para sempre transformada. Então emerge da sua grande aventura subterrânea com um brilho imaculado.
O subterrâneo presenteia-a com um novo sistema imunológico que a faz forte, resistente e invencível a tudo o que antes costumava subjugar o seu espírito.
O mundo celebra esta mulher desperta.
Sukhvinder Sircar

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