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terça-feira, 23 de julho de 2013

O Despertar Feminino



Estes são tempos poderosos para o feminino. A mulher ouve a sua chamada quando começa a aperceber-se do seu distanciamento do feminino profundo. A sede da sua alma não pode ser saciada por compromissos ocos ou por uma espiritualidade sintética. Ela sabe que este é o momento de procurar a verdadeira fonte.
O desejo de se conectar com o verdadeiro feminino torna-se a sua iniciação no caminho da descida. Este anseio molda a sua alma de luz que irá iluminar o seu caminho subterrâneo enquanto ela sai para recuperar seu tesouro. Mas ela não faz isso sozinha. As suas irmãs permanecem em vigília atenta, cantando e empunhando tochas para iluminar o seu caminho. As suas canções confortam-na enquanto ela devasta espinhos e cardos para recuperar, das profundezas escuras, as peças perdidas e negadas da sua alma. Por cada medo que ela pisa, destrói um demónio e recupera uma parte do seu poder.
À medida que vai mais fundo, ela descobre um rio escuro e silencioso de água cristalina. Quando se banha nele, ela fica para sempre transformada. Então emerge da sua grande aventura subterrânea com um brilho imaculado.
O subterrâneo presenteia-a com um novo sistema imunológico que a faz forte, resistente e invencível a tudo o que antes costumava subjugar o seu espírito. 

O mundo celebra esta mulher desperta.



Sukhvinder Sircar

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sensual ou Vulgar



“Sinto que muitas mulheres não sabem lidar com a sensualidade, porque ainda a confundem com vulgaridade"

A repressão sexual impede a liberação da fantasia erótica. Se uma mulher não se permite fantasiar e se conhecer, descobrir as partes de seu corpo que mais respondem aos estímulos, não aprenderá a arte do prazer sexual. Diferentemente do homem, que possui o genital exposto (o pênis), a mulher tem que descobrir o clitóris e a vagina, órgãos essenciais para o orgasmo.

Algumas mulheres tem vergonha de mostrar o próprio prazer ou tem dificuldades relacionadas com certos tabus na intimidade, deve procurar resolver essas questões de forma natural.
A técnica preconiza que a mulher busque inicialmente um autoconhecimento de seu corpo e de suas partes mais sensíveis ao toque.

“A sensualidade é a expressão da sua própria personalidade e sexualidade. Para lidar com ela sem conflitos, é necessário ter autoconhecimento e auto-estima”.

As mulheres deste novo milênio, conforme a sua cultura e o possível acesso aos meios de comunicação e informação, variam nos seus conceitos de identidade feminina. A repressão sexual ainda é significativa e vigora até mesmo nos centros considerados de maior intelectualidade do país.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vaginismo



O Vaginismo é uma espécie de cinto de castidade invisível que a mulher coloca nela mesma: seus problemas emocionais provocam a contração da musculatura do finalzinho da vagina, o que pode provocar dor durante a relação sexual ou até inviabilizá-la.

As desordens sexuais são problemas complexos, variam de cultura para cultura e podem estar presentes em maior ou menor grau de acordo com as experiências daninhas da infância, como os abusos sexuais ou a educação do tipo castradora que relaciona o sexo a algo sujo e pecaminoso, e as frustrações afetivas que a mulher acometida pelo problema acumulou ao longo de sua vida. Nem sempre é possível identificar uma causa;

A mulher com vaginismo luta entre a repulsa que sente contra um contato sexual pleno às necessidades sexuais inerentes de todo e qualquer ser humano.

No geral são mulheres com dificuldade de lidar com seus sentimentos e como se sentem impotentes do ponto de vista sexual, podem fechar-se para o mundo ou então podem ter comportamento inverso, usando roupas chamativas e tentando provocar o sexo oposto.

Muitas desenvolvem anedonia sexual, ou falta de interesse por contato sexual, outras buscam ‘tratamento’ a partir de contato sexual como homens que julgam mais experientes. Diferentemente do que pode julgar o senso comum, o fato de uma mulher ter vaginismo não indica que ela é ‘frígida’. Uma mulher com disfunção sexual pode se tornar ninfomaníaca como uma forma de ‘encontrar’ o parceiro ideal. Nem sempre um transtorno psicológico ocorre de maneira isolada, por isto muitas vezes é tão difícil tratar estas mulheres.

Se a mulher sofre durante a penetração, primeiro é preciso pesquisar a ocorrência de alguma condição médica, como inflamação vaginal ou pélvica, as alergias citadas no post anterior, doenças de fundo psiquiátrico, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar ou transtornos de personalidade e doenças que provocam cansaço crônico, como diabetes, câncer e doenças do colágeno.

Descartadas todas as possíveis condições médicas, faz-se necessário um estudo psicológico detalhado do caso porque pode se tratar de Vaginismo. Algumas mulheres que foram vítimas de abuso sexual em sua infância ou vieram de lares desestruturados não são capazes de relaxar durante a relação sexual, e assim promovem a contração da entrada do canal vaginal inviabilizando o coito. É descrito que elas sentem uma mistura de medo com culpa, o que certamente lhes gera grande sofrimento, bem como estão sob risco de desenvolverem ciúme patológico, sufocando o parceiro o que resulta no rompimento das relações afetivas.

Expectativas acima da realidade também podem estar associadas aos transtornos sexuais. Se a mulher espera um príncipe perfeito que satisfará todos os seus desejos, a transformará em uma princesa e suprirá todas as suas carências, pode ‘fechar’ as portas para a intimidade tão logo perceba que homens são pessoas tão falíveis quanto qualquer mulher pode ser.

Em muitos dos casos não se pode encontrar a causa da disfunção sexual da mulher, mas mesmo assim se parte para um tratamento. Se houver sinais de depressão, ansiedade ou transtorno de humor, é possível que o tratamento só evolua com uso de algum medicamento, mas é descrito que boa parte dos casos pode melhorar com um tratamento psicológico bem estruturado ou com o decorrer do tempo, caso exista um parceiro que compreenda o transtorno e seja paciente.

Muitas mulheres com vaginismo são incapazes de sentir orgasmo, mas não há uma relação direta entre um transtorno e outro, porque algumas mulheres com vaginismo são capazes de sentir orgasmo com estimulação do clitóris.

Além do aconselhamento da mulher e do casal, há exercícios para fortalecimento da musculatura pélvica que podem ser orientados pelo terapeuta sexual, bem como exercícios para dilatação vaginal. O índice de sucesso no tratamento é descrito como sendo satisfatório na maior parte dos casos.

Então se você tem dores durante a penetração,  sente desconforto ou a penetração por vezes é impossível, você pode ter algum grau de vaginismo. Converse com seu ginecologista e procure também um clínico geral ou um psiquiatra, conforme o caso.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sexo, crise no relacionamento


Sexo não é tudo em um relacionamento, mas é uma parte essencial dele. Com pouco sexo, os envolvidos se tornam apenas um casal de amigos, que uma vez ou outra acabam se pegando. Além disso, o sexo é um termômetro muito eficiente pra saber se as outras coisas andam bem ou se estão capengando.

Mulher tem muito disso. Se algo está faltando, ela perde vontade de sexo. Por exemplo, se ela está irritada com a sua falta de atenção, o tesão diminui. Acontece o mesmo se ela tem perdido admiração por você por algum motivo, ou se ela acha que você está passando horas demais no vídeo game, ou se ela está se sentido sobrecarregada e gostaria que você a ajudasse em algo, por exemplo. Quaisquer outros problemas do tipo fazem muitas mulheres broxarem, porque ao passo que o homem nivela muito o amor através da quantidade, qualidade e vontade de sexo, a mulher nivela o amor, entre outras coisas, pela quantidade de atenção que tem recebido. Podemos até ousar dizer que o sexo está para o homem, assim como a atenção está para a mulher. Não significa que mulheres não gostem de sexo e que os homens não precisem de atenção – mas se formos falar em prioridade, costuma funcionar desse jeito.

Por isso, tente observar sua mulher além da cama. A falta de tesão costuma ser só um indicativo de algo maior. É como febre – ela vem pra sinalizar que algo dentro da gente não está bem. Se concentre mais na cabeça de cima e peça pra cabeça de baixo esperar mais um pouco. Se mesmo com olhar atento não descobrir nada de errado, melhor sentar e conversar. Fale que está sentindo falta do sexo e que quer entender porque ela não tem tido mais vontade de transar. Fale que imagina que seja algo fora da cama, mas que precisa da ajuda dela para descobrir o que é (aproveite e peça desculpas pela sua lerdeza e falta de sensibilidade). Se mesmo com essa conversa franca ela ficar no “não é nada não”, ausente, então seja franco mais umas vez e diga "eu tentei" agora só depende de você!! Não depende mais de mim agora é com você.